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Território Paulo Freire II da Unesc resgata
a história de bairros de Criciúma

Território Paulo Freire II da Unesc resgata <br> a história de bairros de Criciúma
Acadêmicos bolsistas estão apurando dados com antigos moradores do Santa Augusta (Fotos: Divulgação)

Conhecer e desvendar as histórias guardadas nas memórias dos antigos moradores dos bairros Santa Augusta e Pinheirinho, em Criciúma, são os objetivos do projeto de extensão “Memórias e narrativas de comunidades: história dos bairros nas lembranças dos moradores do Território Paulo Freire II”. Utilizando a metodologia do Círculo de Cultura, acadêmicos do projeto garimpam narrativas históricas de cada bairro, a partir da observação imobiliária, relatos e diálogos com os seus habitantes.

Após um período de planejamento e estudos, os bolsistas extensionistas Gisleine Máximo Mendonça, Luan Patrício Lima e Mariany Nicolau Valim, dos cursos de História e Arquitetura, respectivamente, acompanhados dos professores Carlos Renato Carola e Paulo Sérgio Osório  (História) e Jorge Luiz Vieira (Arquitetura), realizaram no mês de junho a primeira saída de campo em busca de conhecer o bairro Santa Augusta.

Na última quinta-feira (16/9), os bolsistas voltaram a percorrer o bairro. Por ruas como João Paes e Imigrante Meller, os acadêmicos atravessaram a Avenida dos Italianos e chegaram ao entorno do Presídio Santa Augusta. Nesse meio tempo, exercitaram a percepção, com o objetivo de identificar lugares de significação simbólica, de memória e de identidade comunitária ao longo do tempo: permanências, transformações, abandonos e perdas.

No trabalho de campo, os acadêmicos ainda recolheram vestígios da memória dos residentes em relação aos elementos da paisagem natural, como o Rio Criciúma e suas margens, que fazem parte do limite do bairro Santa Augusta, e de marcos ou obstáculos na paisagem urbana, como muros extensos, degraus e rampas nas calçadas e arborização nas vias e nos jardins defronte às edificações.

Da caminhada, cada participante registrou suas percepções para posterior diálogo e definição de palavras geradoras que servirão para condução das narrativas com a população. Na próxima fase, a equipe do projeto irá programar reuniões com a comunidade, com o intuito de colecionar narrativas que possam contribuir para a consolidação do projeto.

Para o coordenador da iniciativa, professor Jorge Luiz Vieira, o projeto de extensão considera importante o diálogo com a comunidade. “Por meio do Círculo de Cultura, podemos construir narrativas das transformações socioespaciais vivenciadas pela população local a partir das suas memórias. Com isso, podemos, juntos com a comunidade, resgatar a sua história, a história real, vivida”, explicou.

Depois do Santa Augusta, o Pinheirinho será contemplado com a iniciativa ao longo de 2022.

 

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