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Debates sobre a recuperação da Mata Atlântica marcam abertura da Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc

Debates sobre a recuperação da Mata Atlântica marcam abertura da Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc
Palestras, mesas redondas e oficinas fazem parte da programação do evento virtual (Fotos: Reprodução)

A Mata Atlântica, uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta, esteve no centro dos debates na noite desta quinta-feira (27/5), na Unesc. Na data em que se comemora o Dia Nacional da Mata Atlântica, a Universidade deu início a sua 16ª Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos, que seguirá na próxima semana com palestras, oficinas e rodas de conversa virtuais abordando assuntos dentro da temática “Crise Civilizatória e Restauração Ecológica”.

Organizada pela Comissão de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc, a Semana traz em 2021, a temática alinhada com a recomendação da Assembleia Geral das Nações Unidas, que instituiu o período 2021- 2030 como a “Década da Restauração de Ecossistemas”. O evento segue com atividades nos dias 31 de maio, 1 e 2 de junho, conforme programação.  Todo o evento terá transmissão ao vivo no canal Unesc Oficial.

A mesa redonda “Recuperação da Mata Atlântica em Santa Catarina: Práticas e Desafios”, na abertura oficial do evento, trouxe profissionais de Santa Catarina para uma reflexão e debate sobre o assunto, com o objetivo de mostrar como ocorre a recuperação ambiental deste bioma, a realidade e os desafios deste trabalho, que envolve poder público, entidades e instituições de ensino e de pesquisa.

O biólogo, mestre em Ecologia e coordenador da Reserva Biológica Estadual do Sassafrás, Marcos Eugênio Maes, abordou a restauração e conservação da mata Atlântica, enfatizando que restaurar significa um processo realizado pelo ser humano que visa restabelecer a estrutura, a função, a diversidade e a dinâmica do ecossistema de forma semelhante à original, enquanto que conservar, é cuidar do que já existe, manter sem alterações.

Já o engenheiro florestal, especialista em Gestão de Recursos Hídricos em Áreas Urbanas e assessor da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida, Leandro da Rosa Casanova, trouxe o protagonismo das mulheres na restauração florestal. O engenheiro agrônomo e extensionista rural da Epagri, Donato Lucietti, apresentou o Projeto Ingabiroba, que iniciou em 2009 em Nova Veneza e Forquilhinha, onde produtores agrícolas recebem incentivos para disponibilizarem áreas para recuperação ambiental, através do plantio de mudas.

O professor da Unesc, doutor em Engenharia Mineral, com ênfase em gestão ambiental dos recursos minerais e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Valores Humanos da Universidade, Carlyle Torres Bezerra de Menezes, apontou que atualmente, 123 milhões de pessoas vivem na área da Mata Atlântica, em 3.410 municípios e que destes, 2.928 têm suas sedes municipais dentro da área de Mata Atlântica. “Estamos inseridos diretamente neste bioma e resta apenas 20% dele. A importância da Mata Atlântica para a qualidade da água, do ar e da vida é gigantesco”, afirma.

A mesa redonda teve a mediação do engenheiro ambiental, especialista em Gestão de Projetos e presidente da Presidente da Fundação do Meio Ambiente de Nova Veneza (Fundave), Juliano Mondardo Dal Molin e da estudante do curso de Ciências Biológicas da Unesc, Júlia Gava Sandrini.

Evento em parceria

A 16º Semana de Meio Ambiente e Valores Humanos da Unesc, tem entre os seus parceiros, o município de Nova Veneza. A abertura do evento da Universidade marcou também o início da Semana Municipal de Meio Ambiente de Nova Veneza. Segundo o presidente da Fundave, a parceria se faz importante para a troca de experiências entre os técnicos da área e os pesquisadores, colaborando com a melhoria do trabalho com a finalidade de preservar o meio ambiente.

Para o prefeito de Nova Veneza, Rogério José Frigo, o cuidado com o meio ambiente é dever do poder público e de toda a sociedade. “É uma satisfação muito grande participar de uma causa tão importante, que é a defesa do meio ambiente e recuperação da Mata Atlântica. É através de debates com pessoas que têm conhecimento, pesquisadores que nós também aprendemos, trocamos experiência e refletimos sobre o que podemos melhorar”, ressaltou.

O diretor de Pesquisa e Pós-Graduação da Unesc, Oscar Montedo, também participou do evento e salientou que a Universidade realiza ações de forma muito alinhada com a preocupação que tem sobre a qualidade do ambiente e de vida. “Esta Semana discute dois temas que estão cada vez mais atuais: o meio ambiente e a valorização das pessoas. Estes dois assuntos merecem um cuidado constante de todos nós e precisamos estar nos debates dos diferentes segmentos e setores”, comenta.

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