Para uma melhor experiência neste site, utilize um navegador mais moderno. Clique nas opções abaixo para ir à página de download
Indicamos essas 4 opções:

Ok, estou ciente e quero continuar usando um navegador inferior.
Geral

Profissionais do São Paulo Esporte Clube participam de webinar do curso de Educação Física da Unesc sobre formação de atletas  

Profissionais do São Paulo Esporte Clube participam de webinar do curso de Educação Física da Unesc sobre formação de atletas  
Evento virtual ocorreu na manhã desta quinta-feira

Os desafios da formação de jogadores, o trabalho realizado pelo São Paulo Esporte Clube na área e a importância da família neste processo foram alguns dos assuntos debatidos na manhã desta quinta-feira (30/7) pela Unesc. O webinar “Formação de atletas de futebol: Transição da base ao profissional – Sucessos e frustrações – O caso do São Paulo”, promovido pelo curso de Educação Física, teve a participação do diretor de Relações Internacionais do clube, Diego Lugano, do coordenador Geral de Futebol de Base do São Paulo, Pedro Smania e do psicólogo do São Paulo FC – Sub20, Gabriel Puopolo de Almeida. A transmissão foi realizada pela Unesc TV em seu canal no Youtube e ficará disponível no link.

O evento contou com a participação de professores e acadêmicos de diversos cursos da Universidade, profissionais do esporte do Sul do Estado, professores de Educação Física e profissionais e estudantes envolvidos no Projeto Tigrinhos, uma parceria entre Unesc, Criciúma Esporte Clube e de prefeituras de diversos municípios.

Profissionais do São Paulo Esporte Clube participam de webinar do curso de Educação Física da Unesc sobre formação de atletas  

A pró-reitora Acadêmica da Unesc, Indianara Reynaud Toreti, abriu o evento dando as boas-vindas aos convidados e aos participantes e salientou a importância do curso de Educação Física para a Instituição. “Ele basicamente nasceu com a Universidade e ficamos muito felizes em ver o belo trabalho que ele tem feito na formação de profissionais diferenciados. E ao desenvolver iniciativas como esta, ele contribui mais uma vez com a missão da Unesc, que também é a de produzir conhecimento, gerar espaços para debates e para a formação profissional e cidadã”, salienta. O webinar teve a mediação do coordenador do curso de Educação Física da Unesc, Joni Márcio de Farias.

Família, escola e clube

O psicólogo do São Paulo FC – Sub20, Gabriel Puopolo de Almeida, iniciou os debates falando sobre o papel do psicólogo no cuidado e na promoção à saúde mental dos adolescentes que estão vivendo no Centro de Formação de Atletas. Segundo ele, o psicólogo não é o único profissional importante neste período: desde o segurança, pessoas que preparam as refeições, até os técnicos e preparadores físicos, estão envolvidos para a formação de atletas.

Um atleta de alto nível, assim como qualquer cidadão de alto nível, é um projeto familiar. Da mesma forma que a escola precisa manter os pais informados, cabe a instituição esportiva manter informada que a família deve ser parceira no processo de formação. A família é a conexão com a vida real, dele como pessoa. A escola também tem um papel importante e junto com a instituição esportiva e a família forma o tripé da formação do jogador da base, comenta Almeida.

Egresso da Unesc fala sobre os cuidados no trabalho de formação de atletas

O coordenador Geral de Futebol de Base do São Paulo FC, Pedro Smania, é egresso do curso de Educação Física da Unesc e iniciou sua fala relatando a importância da Universidade em sua vida. “Sou muito grato pelo que vivi na Unesc, pela minha formação e muito feliz em estar conversando com vocês. Cito sempre a Universidade como um dos fatores principais no meu processo de formação pessoal e profissional”.

Sobre a formação de novos atletas, Smania comenta que para o clube, todas as pessoas que estão ao redor dos atletas em formação são fundamentais. O São Paulo oferece para a categoria de base, uma estrutura de 230 mil metros quadrados, hotel, alojamento, 10 campos, dois campos sintéticos e uma equipe com profissionais como enfermeiros, médicos, fisioterapeutas e psicólogos.

Smania afirma que toda a estrutura só faz sentido se a parte de desenvolvimento humano funcionar. Quando falo nisso, cito uma equipe que envolve profissionais de diversas áreas. Aqui lidamos com pessoas com sonhos, ideias, adolescentes que vem alojar aos 14 anos e saem aos 18 anos. Para nós, o sucesso profissional vai muito além do sucesso como atleta de futebol. Sabemos que é business e que o clube precisa trazer números positivos, é business, mas não abrimos mão da formação desses meninos além da parte esportiva. Temos uma responsabilidade sim e sabemos que ao interferir na vida de um ser humano, mexemos em uma estrutura que envolve outras pessoas, famílias, a comunidade em que esse adolescente está inserido, afirma Smania.

O coordenador Geral de Futebol de Base falou ainda sobre os desafios de trabalhar com as famílias para que sejam parcerias e não interfiram de maneira negativa no processo de formação dos jogadores, ao pressionar os adolescentes por resultados, por exemplo. Abordou ainda a construção da autonomia dos atletas e da importância da continuidade dos estudos – atualmente, todos os meninos do Centro de Formação de Atletas estudam no mesmo colégio particular em São Paulo, por meio de uma parceria feita pelo clube com a escola.

Futebol: uma escola para a vida

O diretor de Relações Internacionais do clube, Diego Lugano, afirma que formar atletas é algo muito complexo no mundo do futebol. Há milhares de adolescentes na América Latina que sonham em ser jogadores, famílias que sonham que seu filho seja um craque e muitas delas encontram no futebol uma saída. O futebol é uma atividade democrática porque permite que meninos de diferentes religiões, formas de pensar, condições financeiras participem. Ele educa, tira da zona de conforto, ensina o que é trabalho em equipe e o que é resiliência. Mas o futebol é extremamente competitivo e desde cedo tem pressão. O jovem todos os dias tem que competir com ele mesmo e com o colega, tem que ter resultado, e ainda lidar com a família, que muitas vezes não entende esse contexto, afirma Lugano. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *