
A Unesc, por meio do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Criciúma, promoveu na última quarta-feira (19/11), a abertura da Semana da Consciência Negra com o evento “Tecendo Saberes: Práticas Pedagógicas para Diversidade Étnico-Racial”. A programação incluiu a socialização de 16 projetos desenvolvidos em escolas públicas com base na Lei 10.639/03 durante a manhã no auditório Ruy Hülse e à tarde, com seis oficinas especializadas, atendendo mais de 80 participantes nos blocos H e G da Universidade.
“Para nós foi muito significativo esse momento de perceber que tudo aquilo que a gente articula enquanto Universidade, a formação continuada de professores, vem comprovar que estamos no caminho certo”, afirma Normélia Ondina Lalau de Farias, coordenadora do Núcleo.
“Foi muito rico esses momentos de troca, essas oficinas, e perceber que a Universidade verdadeiramente cumpre seu papel como comunitária, que dialoga não só dentro do campus, mas também para além dos muros”, complementa.
“A iniciativa busca ressignificar o olhar sobre as culturas indígena e afro-brasileira, desmistificando a visão limitada ao processo de escravidão”, explica Rafael Arns Back, professor da rede municipal de Criciúma e integrante do projeto Aquilombar Pedagógico.
A professora de educação infantil, Edinéia da Silva dos Passos, relatou sua experiência com a temática. “Nunca tinha participado de uma oficina sobre cultura negra. Hoje foi bem produtivo, trabalhamos com a boneca Abayomi e criamos cenas com tecidos que representavam mãe e filha dançando. É um assunto que fica parado, só aparece quando algum fato o traz à tona”, comenta a educadora que atua no CEI Afasc Ângelo Félix Uggioni.
Silvana Garcia Conceição, professora do 4º e 5º ano da EMEB Padre Ludovico Coccolo, destacou a importância do trabalho contínuo com a temática. “Optamos por trabalhar a negritude africana brasileira e catarinense. Fizemos um trabalho com a história de personalidades catarinenses e brasileiras afrodescendentes que deixaram marca na sociedade – os feitos que realizaram, as lutas, conquistas e contribuições”, afirma a educadora.
O evento contou com a particularidade de ter educandos da educação básica se apresentando com propriedade, expondo pesquisas e trabalhos realizados em suas escolas. “A atividade representou um espaço de troca entre academia e educação básica, fortalecendo a implementação da educação étnico-racial nas escolas municipais a partir das diretrizes estabelecidas pela legislação federal”, afirma Normélia.
A Semana da Consciência Negra segue com programação na Unesc até esta terça-feira (25/11) , reforçando o compromisso institucional com a educação antirracista e a valorização da diversidade cultural brasileira. As atividades integram as ações de Extensão universitária voltadas para a formação continuada de professores e a qualificação das práticas pedagógicas na educação básica.
O Evento contou com a socialização de 16 projetos pedagógicos e seis oficinas sobre diversidade étnico-racial.





































