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Unesc reafirma protagonismo como Universidade Comunitária e agente do desenvolvimento regional

Durante Plenária da Facisc, pró-reitora Gisele Coelho Lopes apresentou o impacto e a relevância da Instituição, que há quase seis décadas transforma realidades por meio do Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação. Marciano Bortolin/Agecom/Unesc)

Há aproximadamente 57 anos, a Unesc reafirma diariamente a sua relevância para a sociedade, atuando como agente transformador no desenvolvimento regional e estadual. Criada por lei municipal como Fundação Educacional de Criciúma (Fucri), e elevada à condição de Universidade em 1997, a Instituição está presente no dia a dia da comunidade, com ações concretas e resultados visíveis.

Com um corpo técnico altamente qualificado, promove pesquisas de ponta, forma talentos e entrega soluções para demandas reais da população e do setor produtivo. Toda essa contribuição foi apresentada pela pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão, Gisele Coelho Lopes, durante a Plenária da Regional Extremo Sul, promovida pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc).

Às lideranças empresariais, Gisele explicou o modelo de Universidade Comunitária, ao destacar que a Unesc não tem fins lucrativos, reinveste integralmente seus resultados em benefício da comunidade e atua com forte compromisso com o desenvolvimento regional, sem perder sua projeção internacional. 

“Somos uma Universidade que nasceu da força da comunidade e permanece com os olhos voltados para as pessoas. É um momento ímpar compartilhar um pouco de tudo que a Unesc faz. Agradecemos a Facisc pelo espaço e nos colocamos à disposição para contribuir no fortalecimento da região e no desenvolvimento de mentes capazes de resolver problemas complexos e ir ao encontro das demandas que o setor produtivo precisa”, afirma a pró-reitora, ao compartilhar o impacto de soluções em saúde, educação, negócios e engenharias e tecnologias, passando por programas de Extensão, Ensino e Pesquisa.

Legado

As Universidades Comunitárias construíram um legado valioso de contribuição com o desenvolvimento do Sul do país, sendo a Unesc um dos grandes símbolos dessa trajetória. “A nossa Instituição foi idealizada por entusiastas da educação que enxergavam a necessidade de levar ensino superior de qualidade para Criciúma, distante das capitais e carente de oportunidades na época. Essa mobilização está enraizada na própria cultura da região. Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul foram forjados pelo associativismo, uma característica que atravessa gerações. Quando os imigrantes chegaram ao território catarinense, tinham apenas a vegetação e sonhos. Trouxeram consigo a esperança de uma nova vida, e tiveram que construir do zero uma nova história. Foi a união entre essas famílias e comunidades que tornou possível a construção da infraestrutura básica, como estradas, escolas e centros de convivência”, cita.

“Foi desse espírito coletivo que a partir de 1824 surgiram as primeiras escolas comunitárias, mais tarde assumidas pelo Estado. Já a partir dos anos 1920, enquanto as universidades federais se instalavam nas capitais, os três estados do Sul, a partir de 1960, reagiram e criaram as próprias instituições de ensino superior. Com recursos próprios, as comunidades viabilizaram fundações educacionais para garantir que os filhos tivessem acesso à educação sem precisar deixar as cidades de origem. A Unesc, criada nesse contexto, representa a força e a continuidade dessa história. Seu compromisso com a educação, a inovação e o desenvolvimento regional segue firme, sendo impulsionado diariamente por iniciativas que transformam vidas e constroem o futuro” conta Gisele.

Enquanto no Paraná as instituições comunitárias, com exceção da Pontifícia Universidade Católica (PUC), foram estadualizadas. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul essas universidades permaneceram como fundações educacionais sem fins lucrativos. Isso significa que todo o recurso arrecadado é reinvestido na própria operação da instituição, que garante a sustentabilidade e a capacidade de continuar promovendo Ensino, Pesquisa, Inovação e Extensão com qualidade.

“Esse modelo foi oficialmente reconhecido em 2013, com a aprovação da Lei nº 12.881, que passou a regulamentar as Instituições Comunitárias de Educação Superior. Até então, no âmbito do Ministério da Educação (MEC), existiam apenas duas classificações: públicas e privadas. A nova Legislação estabeleceu as comunitárias como uma terceira via, com características próprias e missão voltada para o desenvolvimento regional. Agora aguardamos a regulamentação definitiva da lei por meio de um decreto que deve operacionalizar as diretrizes e abrir a possibilidade de recebimento de recursos da União para investimentos em Ensino, Pesquisa e Extensão, fortalecendo ainda mais o papel das universidades comunitárias no Brasil”, explica.

Destaque nacional e internacional

Com forte atuação, a Unesc se destaca nacional e internacionalmente. Está entre as 20 melhores universidades não-estatais em Pesquisa do Brasil e figura entre as 150 melhores da América Latina. “Esse reconhecimento é resultado de um trabalho contínuo, comprometido com a formação de talentos e com o desenvolvimento de soluções para os desafios da sociedade contemporânea”, fala a pró-reitora.

A Universidade mantém 60 acordos internacionais com 50 instituições parceiras de 17 países, localizados na América, Europa, África e Ásia, o que reforça o intercâmbio de conhecimento em diversas áreas. “Essa presença internacional se soma à atuação local e regional por meio de programas que promovem a inovação, o empreendedorismo e o impacto social. Atualmente, a Unesc oferta 57 cursos de graduação, 11 cursos técnicos, 98 cursos de especialização, sendo 61 presenciais e 37 na modalidade a distância, além de nove programas de mestrado e cinco de doutorado. A formação também se inicia no Colégio Unesc, reforçando o compromisso com a educação desde os primeiros anos”, enfatiza. 

“A Unesc é uma Instituição que alia conhecimento estruturado à prática, formando profissionais capazes de lidar com problemas complexos, por meio da educação científica e da integração com a realidade social. Sua estrutura contempla 166 laboratórios de ensino e pesquisa, que desenvolvem estudos com impacto direto na sociedade”, acrescenta.

Entre os resultados desse trabalho estão mais de dois mil atendimentos jurídicos gratuitos realizados nas Casas da Cidadania e na Unidade Jurídica de Cooperação; 221 programas e projetos de Extensão em andamento; cerca de 400 projetos de Pesquisa; 37 empresas na Incubadora Tecnológica de Ideias e Negócios (I.tec.in); 200 mil atendimentos nas Clínicas Integradas de Saúde e mais de 30 mil visitantes recebidos no Museu de Zoologia, entre muitos outros..

A contribuição para o desenvolvimento regional é evidente por meio de iniciativas como o Integratur; o Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e Inovação; o Unesc Labs; o Instituto de Alimentos (Iali); o Instituto de Pesquisas Ambientais Tecnológicas (Ipat); o Instituto de Engenharia e Tecnologia (IDT); a Incubadora Tecnológica de Ideias e Negócios (I.tec.in); o Hub de Inovação Unesc Connect e o Núcleo de Empreendedorismo. Na oportunidade a Pró-Reitora apresentou alguns projetos de pesquisa já patenteados pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e com resultados avançados em engenharia de materiais e ciências da saúde. Tecnologias essas amplamente reconhecidas no contexto nacional e internacional, o que confere à Unesc estar em vitrines nacionais e internacionais pela ciência de excelência que realiza.

“A educação é a forma mais rápida para mudarmos o nosso país, pois, com ela, transformamos a sociedade. As máquinas podem ser trocadas a qualquer momento, mas as pessoas não, por isso precisamos preparar os colaboradores”, ressalta a vice-presidente Regional Extremo Sul da Facisc, Thayni Librelato.

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