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Palestra sobre “Tendências da Tecnologia para 2025 e além” encerra o primeiro dia do GoTI.IES na Unesc

Inteligência Artificial, robôs humanoides e criptografia quântica foram os temas abordados por Alexandre Blauth (Fotos: Décio Batista/Agecom/Unesc)

O que podemos esperar do futuro quando pensamos sobre inovação? A resposta para essa questão foi apresentada pelo vice-presidente e parceiro executivo no Gartner, Alexandre Blauth, com a última palestra da sexta-feira (21/3), do GoTI.IES, realizada no Auditório Ruy Hülse, na Unesc. Uma iniciativa da Câmara de Tecnologia e Informação (CTI) da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), com o objetivo e compromisso de impulsionar a transformação digital no ensino e na sociedade.

Com o tema “Tendências da Tecnologia para 2025 e além”, Alexandre explanou o que esperar dos avanços tecnológicos que estão sendo pensados e testados em todo o mundo, com destaque para a Inteligência Artificial (IA).

Mas antes de subir ao palco do auditório, ele conversou com o jornalista Décio Batista, da Agência de Comunicação (Agecom) da Unesc, para comentar as principais tecnologias que estão por vir.

Agecom- Quais são essas tendências tecnológicas que estão chegando no mercado mundial em 2025 e além disso?

Alexandre- As tendências que o Garthen espera para 2025 são boa parte delas baseadas em inteligência artificial, mas na visão do Garthen a tendência é quando ela ainda está nascendo e está sendo vista pelos nossos analistas. Depois que ela já se tornou conhecida e já é mais popular, deixa de ser tendência. E a inteligência artificial está começando a ser bem disseminada, então vemos a tendência, não mais só em inteligência artificial, mas o que vai decorrer da IA. Estamos observando serviços autônomos, vendo bastante agentes de inteligência artificial, a ponto de já termos no mercado assistentes, seja digitando pedido, ou por voz, que vão nos apoiar talvez até para nem mais utilizar o browser da internet.

Agecom: – A internet está chegando ao fim?

Alexandre: – Futuramente não vamos mais interagir com o browser da internet e talvez nem com o aplicativo móvel. Se pensarmos, é como quando nasceu a internet, que ninguém usava e depois passou a usar, deixando de lado os serviços físicos. Quando apareceram os mobiles, os smartphones, deixamos de lado a internet no monitor e passamos a utilizar no bolso. Com a inteligência artificial respondendo às nossas perguntas, seja por voz ou por prompt, na visão dos nossos analistas, também iremos deixar de usar esses dois dispositivos no futuro, e isso é uma tendência que estamos observando também.

Agecom: – Teremos mais novidades no futuro além da IA?

Alexandre: – Outras tendências um pouco mais disruptivas, mais a frente, são os robôs multifuncionais, que serão capacitados pela capacidade computacional que está vindo aí muito forte, com robôs humanoides que já estão existindo e vão se proliferar para múltiplas funções. Uma coisa, visando mais a área de riscos, é criptografia quântica. Isso porque, com os computadores quânticos, as criptografias que existem hoje podem ser quebradas. Então, vai ter que vir uma nova ,para substituir ela e se chama criptografia quântica.

Agecom: – Recentemente aconteceu nos Estados Unidos da América (EUA), a South by Southwest (SXSW) que apresentou muitas novidades em tecnologia. Quais chamaram a sua atenção?.

Alexandre: – Acompanhamos de perto essas novas tendências e o que venho trazer é uma compilação dos resultados da análise de cerca de 2.500 analistas da minha empresa que se reúnem todo ano e tentam fazer uma votação para ver o que estão vendo para um futuro um pouco mais longínquo. E essas automações, esses autônomos, drive, carros, enfim, são tendências que estão vindo de uma forma bastante forte. Também é importante reforçar o porque que isso é possível agora. Porque a capacidade computacional permite decisões rápidas e a inteligência artificial a base de informações para que essas decisões rápidas aconteçam.

Agecom: – Como essas tendências tendem a influenciar no Ensino Superior?

Alexandre:- Temos que estar atentos e nos atualizando para o que os novos acadêmicos demandam. Se continuarmos pensando na educação que se criou um tempo atrás, com toda essa evolução tecnológica que existe agora, perderemos a oportunidade de qualificar esses jovens que estão entrando no mercado bastante diferente do que era quando foram preparados os primeiros passos das universidades. É uma atualização natural que já vem acontecendo ao longo dos anos.

Agecom: – Com a Unesc deve se adaptar às novas tendências na forma de ensinar?

Alexandre: – Assim como a função da Universidade é de ensinar, também vai ter que aprender com essas novas tecnologias o que melhor tirar para poder ensinar o seu estudante. É encontrar qual a forma que a tecnologia vai ajudar a desenvolver melhor as capacidades desses alunos. A inteligência artificial não substitui um profissional, ela vai substituir um profissional que não sabe usar a inteligência artificial. Isso é um ponto muito importante.

Agecom: – E o docente, como deve agir?

Alexandre: – Ele faz parte desse processo, desse ensino, dessa educação e desse novo momento que vive a humanidade. Vai ter também que aprender sobre essas formas disruptivas e entender como elas vão ajudar os seus alunos a serem pessoas melhores. Hoje a atualização é fundamental para todos.

Homenagens especiais

Após a palestra os organizadores prestaram as devidas e merecidas homenagens a três profissionais visionários que foram fundamentais na idealização e realização do GoTI.IES. Os homenageados foram: o gerente geral de Tecnologia da Informação na Unochapecó, Lissandro Hoffmeister; o gerente de Tecnologia da Informação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Hélio Ricardo Naumann e o CEO da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb), Hélio Ricardo Naumann.

 

 

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