
Cerca de 120 acadêmicos da 2ª fase do curso de Ciência da Computação da Unesc apresentaram projetos interdisciplinares, desenvolvidos ao longo do segundo semestre deste ano. A iniciativa, que integra as disciplinas de Laboratório de Programação, Sistemas Digitais, Funções e Derivadas e Design de Interação, contou com a orientação dos professores Adriane Brogni Uggioni; Enio José Peruchi; Leila Lais Gonçalves; Louise Miron Roloff; e Luciano Antunes.
O desafio proposto foi criar soluções tecnológicas voltadas para as necessidades da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Criciúma (APAE) de Criciúma, parceira do curso desde 2014. A atividade é parte da curricularização da extensão no curso de Ciência da Computação, proporcionando aos estudantes a oportunidade de transformar teoria em prática e de se envolverem em questões sociais.
Desenvolvimento focado em inclusão
Para iniciar o projeto, os estudantes formaram equipes e participaram de reuniões na APAE junto aos professores, buscando entender as demandas da instituição. A partir das informações levantadas, os grupos trabalharam no desenvolvimento de soluções voltadas a problemas reais enfrentados pela instituição e seus atendidos.
Entre os projetos, destacam-se iniciativas de comunicação aumentativa e alternativa, especialmente direcionadas a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de ferramentas para o desenvolvimento da coordenação motora e jogos educativos. As soluções serão entregues no início de 2025 para a APAE, permitindo que sejam integradas às atividades cotidianas da instituição.
Impacto na formação dos acadêmicos
A experiência representa mais do que um aprendizado técnico. Além de aprimorarem habilidades como análise de sistemas, desenvolvimento de software e trabalho colaborativo, os estudantes têm a oportunidade de compreender os desafios enfrentados por pessoas com deficiência.
Para o coordenador do curso, Luciano Antunes, este projeto proporciona aos estudantes uma oportunidade de transformar conhecimentos teóricos em práticas aplicadas, desenvolvendo soluções tecnológicas para desafios reais enfrentados pela APAE.
“A iniciativa permite que os acadêmicos aprimorem competências técnicas, como análise de sistemas e desenvolvimento de software, enquanto experimentam o trabalho colaborativo e interdisciplinar, integrando diferentes áreas do conhecimento. Além do avanço técnico, a parceria promove o desenvolvimento da consciência social dos estudantes, ao engajá-los em questões relacionadas à inclusão e cidadania”, disse.
“Essa experiência desperta empatia, compreensão e sensibilidade para as necessidades das pessoas com deficiência. Mais do que enriquecer o aprendizado acadêmico, o projeto fomenta o crescimento pessoal e a responsabilidade social, preparando futuros profissionais para atuarem com competência e humanidade”, complementou ele.