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Formação Permanente de Docentes 2026 inicia com palestra de profundas reflexões sobre afetos e aprendizagens

Com foco em inovação pedagógica e na inclusão, a programação foi iniciada com a palestra do psicólogo e pesquisador Paulo Roberto de Andrada Pacheco (Fotos: Décio Batista/Agecom/Unesc) 

A Formação Permanente de Docentes 2026 da Unesc foi aberta oficialmente nesta terça-feira (10/2), marcando o início do calendário acadêmico do primeiro semestre. Consolidado como um dos pilares da qualidade institucional, o programa traz uma agenda alinhada aos desafios contemporâneos da educação superior, com destaque para a reflexão sobre afetos e aprendizagens nas relações universitárias, tema da palestra de abertura, além de Inteligência Artificial, metodologias ativas, acessibilidade e inovação pedagógica.

Destaques da Programação

A primeira atividade da Formação, que teve início com força total, foi a palestra realizada no auditório Ruy Hülse, com o tema: “Entre afetos e aprendizagens: construindo relações saudáveis na Universidade contemporânea”, ministrada pelo psicólogo e pesquisador Paulo Roberto de Andrada Pacheco.

Dando as boas-vindas aos professores da Universidade e agradecendo pelo empenho de todos ao lotar o auditório para o encontro, a reitora em exercício, Gisele Coelho Lopes, destacou o propósito de continuar e fortalecer a reflexão sobre a cultura de paz, no compromisso que todos têm que nutrir diariamente nas relações e nas atitudes como seres humanos.

“E a pergunta que não quer calar: o que nós, neste ano de 2026 faremos de diferente para impactar a vida dos estudantes?. A forma como chegaremos à sala de aula vai determinar o quanto o aluno vai se importar por aquilo que compartilharemos. É comum que o novo perfil do acadêmico não fale nada em sala de aula e esse silêncio importa, nos preocupa. Antigamente haviam conversas em excesso, mas atualmente nos preocupamos com esse diferenciado comportamento que precisa ser levado em consideração”, destacou Gisele.

“Essa Formação Permanente foi preparada para que possamos, juntos, refletir sobre o nosso papel diante de um novo cenário que cada vez mais nos apresenta infinitas oportunidades. Esse é o convite desta formação e pedimos para que valorizem as atividades programadas com dedicação por nossa equipe. Oportunizaremos ainda outros momentos para estarmos juntos, porque a formação permanente não é só no início do ano letivo, mas durante todo o ano. A participação precisa ser uma realidade e não uma promessa. É preciso aprender a curricularização da Extensão. É preciso aprender como trabalhar a Pesquisa dentro da graduação. É preciso entender metodologias ativas para realizar a mediação. É preciso desenvolver didáticas que estimulem o aluno a ir às alturas e a pensar. Porém, tudo vai depender da forma como iremos aplicar os nossos conhecimentos”, destacou a reitora em exercício.

Empatia

Deixando a plateia de professores atenta aos ensinamentos, o professor convidado a palestrar abordou, sob a  perspectiva de uma filósofa e teóloga alemã, também conhecida como Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, os conceitos de comunidade e empatia. 

“Meu objetivo foi abordar o melhor possível quanto ao tema, o conceito e a vivência da empatia, que é fundamental para a estruturação da vida de uma comunidade. Nosso desafio é entender um pouco melhor e vivenciar a experiência de empatia, facilitando a conexão entre os professores e alunos dentro do próprio ambiente universitário”, comentou o psicólogo que definiu:

“A empatia é uma decisão. Muitas vezes pensamos que é apenas um movimento afetivo, pura e simplesmente. Mas não: a empatia é uma decisão racional, em que o sujeito se dispõe ao encontro vivo com o outro, um outro ser vivo, efetivamente. E o outro como pessoa, totalmente diferente de mim. Então, eu não sinto o que o outro sente; eu sinto que aquilo que ele sente eu também posso sentir e, assim, entendo melhor a vida do outro”, refletiu.

Contato com o perfil de Universidade Comunitária

Antes de subir ao palco, Paulo esteve com os integrantes da equipe de reitoria e conheceu pela primeira vez a definição de uma Universidade Comunitária. “Estou impressionadíssimo com o que vi aqui. Nunca tinha visto nada parecido com isso em que essa vivência comunitária que vai além do modelo institucional por si só e se mostra como desejo de viver, de fato, a comunidade em um ambiente científico, no qual o valor central é exatamente a verdade. O acolhimento que recebi mostra muito claramente como tudo isso aqui é uma instituição de verdade” definiu Paulo. 

Programação segue nesta quarta e quinta-feira 

Ao longo desta quarta e quinta-feira (11 e 12/2), a programação da Formação Permanente de Docentes segue com força total, reunindo todas as áreas do conhecimento. Como preparação para o início das aulas, entre os principais eixos temáticos disponibilizados nos cronograma, destacam-se:Planejamento Estratégico e Didático; reuniões de colegiado e Oficinas de Elaboração de Planos de Ensino, ocupam a primeira fase do calendário.

Também estão programadas outras abordagens voltadas para a Inovação e Tecnologia com workshops voltados para o uso de ferramentas digitais e o impacto da Inteligência Artificial (IA) no ambiente universitário. A Diversidade e Inclusão também serão trabalhadas durante este primeiro semestre com sessões dedicadas ao atendimento de alunos com necessidades específicas e práticas pedagógicas inclusivas.

Ensino humanizado

Para a pró-reitora de Ensino, Graziela Fátima Giacomazzo, a palestra desta terça-feira marca um momento de reafirmação do compromisso coletivo com a excelência acadêmica, a qualificação pedagógica e o fortalecimento da construção de um ensino cada vez mais transformador e humanizado. 

“Esse encontro de hoje não é apenas uma oportunidade para refletirmos e planejarmos as nossas ações pedagógicas, mas também é momento no qual nos encontramos, reafirmamos a força da nossa comunidade docente, da Unesc, que é uma Universidade Comunitária. A temática desta noite nos convida a refletir sobre aquilo que é essencial em nosso ofício. O vínculo humano em um mundo de transformações tão rápidas, no qual a tecnologia avança com a velocidade e os desafios sociais que se ampliam cada vez mais, a educação continua sendo um espaço no qual a mudança acontece por meio do olhar atento, das relações genuínas e da promoção do respeito e da inclusão”, comentou a pró-reitora, que prosseguiu.

“O tema emerge da necessidade e dos desafios que nos convocam diariamente na Pró-reitoria de Ensino. Essas demandas surgem por meio das coordenações de cursos, dos estudantes e por meio dos programas: Acolher, Sama e da Secretaria de Diversidades e Políticas de Ações Afirmativas, que estão diretamente ligados a essas questões. Mais do que conteúdos e metodologias, nós estamos falando aqui de afetividades, de interações, de relações que influenciam profundamente o processo de aprendizagem e o sentido que cada estudante encontra aqui na Unesc na sua caminhada. Essa formação, portanto, foi cuidadosamente planejada para proporcionar diálogos, reflexões e ações que possam mobilizar e impulsionar a nossa prática educacional, conectado aos desafios que nos convocam na sociedade contemporânea”, completou Graziela.

 

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