
A Unesc foi palco, na última quarta-feira, (27/8), de ação especial do Agosto Lilás organizada pelo Projeto Amora e pela Liga Acadêmica de Gênero e Violência (Lagen). Acadêmicos e professores estiveram reunidos para dialogar com a comunidade sobre os direitos das mulheres e os mecanismos de enfrentamento à violência.
A Lagen é uma liga multidisciplinar, aberta a todos os cursos, que trata de questões de gênero e violência, tanto feminismo quanto masculinidades. Já o Projeto Amora atua na defesa dos direitos humanos das mulheres. “Nesta ação, promovemos esta ação na Unesc para conscientizar sobre a violência contra a mulher, divulgar os canais de denúncia e apresentar as ferramentas que a rede oferece para proteção das vítimas”, afirma a acadêmica da oitava fase do curso de psicologia, Ana Clara Adriano Inácio
Uma trajetória de 15 anos na luta pelos direitos das mulheres
Criado há 15 anos, o Projeto Amora se tornou espaço de referência dentro e fora da Universidade, impactando diretamente a vida de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Reconhecido pela atuação junto aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de Criciúma e região, o projeto promove debates sobre cidadania, equidade de gênero e direitos humanos, fortalecendo vínculos comunitários e estimulando a autonomia feminina.
A professora Camila Maffioletti Cavaler, que atua no Projeto Amora e também no Lagen, reforça que a iniciativa é um exemplo do papel transformador da extensão na formação universitária. “O Amora nasceu em parceria entre os cursos de Psicologia e Direito. Nesta ação específica, nos unimos ao Lagen para sensibilizar a comunidade acadêmica dentro da campanha Agosto Lilás, que desde 2022 tem como objetivo dar visibilidade à temática em referência à Lei Maria da Penha”, destaca.
Espaço de diálogo e formação crítica
A Liga Acadêmica de Gênero e Violência também se consolida como um espaço plural e de formação complementar. Vice-presidente da Lagen, a psicóloga Laíse Fagundes Pereira explica que os encontros mensais promovem estudos e debates sobre diferentes expressões de violência. “Já discutimos temas como violência obstétrica. É um espaço para ampliar conhecimentos e renovar olhares sobre a realidade social”, enfatiza.