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Residência Multiprofissional e PPGSCol promovem debate no Dia do Orgulho LGBTQIA+

Residência Multiprofissional e PPGSCol promovem debate no Dia do Orgulho LGBTQIA+
Três convidados apresentaram diferentes interfaces em torno da temática celebrada nesta segunda-feira (28/6) (Fotos: Divulgação)

O Dia do Orgulho LGBTQIA+ foi celebrado na Unesc da melhor forma possível: com conscientização e informação sobre o tema. Promovido pela Residência Multiprofissional e pelo Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol) da Universidade, um debate marcou a noite desta segunda-feira (28/6) em torno de experiências e conhecimentos. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Unesc TV no YouTube e abordou a temática “Identidade de Gênero é Saúde; Saúde Sexual e População LGBTQIA+”.

Promover a troca de saberes e oportunizar o aprendizado sobre o assunto, para o professor do PPGSCol e um dos mediadores do encontro, Jacks Soratto, é discutir a integralidade da saúde. “Sabendo dos vários sentidos que tem a integralidade, do cuidado mais integral, das políticas horizontalizadas e das chamadas políticas especiais, este é um debate muito importante enquanto profissionais da saúde. Estamos todos aqui para aprender”, destacou.

As reflexões, provocações e experiências foram levantadas por meio dos convidados Marselle De Nobre Carvalho, Elias Teixeira de Oliveira e Myrella Olivia Alves Eufrazio. Doutora em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília e Membro do Conselho Municipal de Direitos das Mulheres de Londrina, Marselle completou o pensamento de Jacks sobre a base de toda a discussão: a saúde do indivíduo. “O exercício da identidade da identidade de gênero, a garantia desse exercício, é saúde, porque faz parte daquilo que se chama Determinação Social da Saúde e perpassa todos os campos, do mais amplo ao mais restrito como o acesso ao serviço de saúde, o direito de ser atendido de acordo com a sua necessidade”, apontou.

De forma didática, Elias Teixeira de Oliveira, fundador da Liga de Estudos de Gênero e Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP) e residente em Saúde Mental e Coletiva na Faculdade de Ciências Médicas, explicou os conceitos e as distorções em torno da sexualidade. “Esse processo é dinâmico para todo mundo. Isso é natural e a vida é feita de experimentações. A vida é ter a oportunidade de acessarmos o que queremos, o que por muitas vezes não acontece por uma pressão social. Fomos ensinados sobre como devemos nos comportar, quais desejos podemos ter, quais desejos podemos mostrar que temos. Tudo isso está consolidado e acaba boicotando muito a vivência da nossa sociedade, matando e adoecendo pessoas das mais diversas formas”, destacou Elias, que completou dizendo que “diversidade é tudo que eu não sou, então, logo, tudo é diversidade”.

 

Vivências construídas

Myrella Olivia Alves Eufrazio, acadêmica de Direito da Unesc, travesti, pesquisadora integrante do Núcleo de Estudos Étnico-raciais, Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) e do Núcleo de Estudos em Gênero e Raça (Negra), dividiu com os espectadores suas vivências e seus posicionamentos, especialmente em torno da temática na qual foca suas pesquisas: Direitos Humanos e Pessoas Marginalizadas. “Muitas políticas públicas estão, territorialmente falando, presas nos maiores polos. Poucas cidades pequenas, por exemplo, têm ambulatórios trans, sendo que as grandes cidades, sim. Mas e aí? Existem pessoas trans só nas grandes capitais? Pensar a localização do sujeito é peça chave para criarmos políticas públicas”, acrescentou.

A organização do debate contou com o apoio dos profissionais residentes do PPGSCol, Alander Padilha, Bruna Barcelos, Luana Campos, Grasiela Ruivo e Rafael Moura, além da participação do professor Rafael Amaral.

O evento completo segue disponível no canal da Unesc TV no Youtube:

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